Marcadores

sábado, outubro 29, 2011

Fúnebre

Andreia sai de casa. Está com a mente levitando em algum lugar perdido, nem ela consegui decifrar. Encara pessoas."Porque estão me encarando" pensa, decifra, implora, grita. O sangue fica mais quente, ferve. Como as lembranças de algo que não sabe o significado. As almas dos perdidos vira sua sombra. Desmaia. Vai ao paraíso e a terra. Vê estrelas no chão e árvores no céu. Tudo gira, obscuridade em consciência humana. Dissipa sangue, medo. Criança perdida em colo de mãe. Acorda no escuro. Azul marinho. Entre lápides, barulhos e monstros se vê perdida. "Meu Deus" se apavora. Na verdade nunca acreditou em Deus, mas agora reza. A mente é pertubada. Anda metros, cai no precipício. Se salva de sua mente insana, agora adormecida com cheiro de sangue.

Nenhum comentário:

Postar um comentário