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segunda-feira, outubro 31, 2011

Destruição


Ignorem a verdade, o óbvio, a forma. Distorçam os fatos. Que joguem no lixo a riqueza que um humano pode produzir. Retirem, com essa forma cruel os olhos daquele que desenha. Que retire o seu ser, sua alma, sua forma. Que o mate lentamente como o tem mantido por séculos... Mas aquele que sente, chora, e finge, nunca se esquece daquele que lhe cortou o dom de transformar...

sábado, outubro 29, 2011

Fúnebre

Andreia sai de casa. Está com a mente levitando em algum lugar perdido, nem ela consegui decifrar. Encara pessoas."Porque estão me encarando" pensa, decifra, implora, grita. O sangue fica mais quente, ferve. Como as lembranças de algo que não sabe o significado. As almas dos perdidos vira sua sombra. Desmaia. Vai ao paraíso e a terra. Vê estrelas no chão e árvores no céu. Tudo gira, obscuridade em consciência humana. Dissipa sangue, medo. Criança perdida em colo de mãe. Acorda no escuro. Azul marinho. Entre lápides, barulhos e monstros se vê perdida. "Meu Deus" se apavora. Na verdade nunca acreditou em Deus, mas agora reza. A mente é pertubada. Anda metros, cai no precipício. Se salva de sua mente insana, agora adormecida com cheiro de sangue.

Flagra


A harmonia se expandiu modestamente quando ela olhou para trás. Menina, réplica de uma das deusas que ninguém mais lembra, de doçura incrível, mãos leves e punhos fortes. Mas é gélida, bruta, intocável... e perfeita. Te admiro da janela do quarto, enquanto o vento forte beija seu pálido rosto. Te vejo sem movimento, na inércia de um dia de chuva. Chega de retrocessos... te peguei no flagra! Ela não tem vida, ela tem alma... ela é uma estátua!

sábado, outubro 01, 2011

Olhar

Olhando para o céu
Olhando para as estrelas.
É noite de verão.
Me afogo na brisa límpida, clara,
translúcida água.
Me enxugo de aura bonita,
coisa de criança fingida,
De balão que sobe ao infinito,
até no ponto máximo estourar.
Mas continuo
Olhando para o céu
Olhando para mim,
Como nunca tinha me amado antes.