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quinta-feira, julho 14, 2011

Agressão interior


Sabe quando bate aquela vontade louca de escrever? Quando ideias intactas estão na sua mente e não sai de forma alguma até que passe para o papel (ou blog,rs)? Bem, foi o que aconteceu hoje. Mas não sabia como fazer o final, nem o meio, muito menos o começo. Ai deu nisso, espero que gostem!

Mariana acordou assustada (gosto de Mariana, é pessoa dupla). Sonhou estar abandonada por todos, pelo mundo, e seus "animigos"(aquele amigo inimigo). Estava chovendo intensamente ás 7h. Levantou-se, não penteou os cabelos, na verdade nunca penteava. Escovou os dentes e tomou o café da manhã: bolacha água e sal. Nunca entendeu porque tinha que escovar os dentes antes das refeições, pois escovaria também depois. Era água desperdiçada junto com pasta de dente que deixava os dentes brancos. Era o que estava escrito no rótulo. Foi para a escola as 9h. (será que existe escola que a entrada de alunos é as 9h?)
Era sofredora.Um ser totalmente intelectual com todo amor para oferecer era desprezada por aparência. Não gostava de marcas, era excluída. Não gostava de modas, era excluída. Não gostava de maquiagem, era excluída. A exclusão é uma doença, uma hora você reconhece que precisa ser excluída, por meios que justificam seus fins. Como a gripe.
Lutou contra essa e outras doenças quase o começo de sua vida inteira. Não se prestava. Não deixava se prestar. E assim se isolava. Ficou corcunda com o tempo, pois apreciava o chão (era a fuga das pessoas, olhar para elas era como se estivesse vendo alguém a morrer). Se odiava, pensava em suicídio, ou talvez e homícidio. Porque não? Já estava na pior mesmo, a cadeia não seria tão maléfica como nas novelas das 8h.
Com dezoito se drogou, vinte matou, na verdade se matava aos poucos. Roubava. Gostava disso. Trauma de infância a deixou perversa, ainda mais com a chegada da adolescência. Roubava por gostar de tirar o maior patrimônio do ser humano, o material. A vítima não se importava em morrer, ou talvez se ficasse com sequelas pela vida inteira. Só não deixavam o orgulho escapar junto com a vaidade.
Assim vão passando os anos, e Mariana se torna a pessoa mais perversa do mundo, ou melhor, de sua cidade. As pessoas que as transformaram, conseguiram seu objetivo, ela concordou. Sem saber. Seu mundo era seu pesadelo, as pessoas eram os monstros, e ela, a mocinha. Nunca amou ninguém. Nunca ofereceu carinho. Nunca chorou. Mariana se tornou pedra, pedra difícil de quebrar. Se quebrasse, era pó.
Mariana Morreu esse ano. De cirrose. Dói-me o coração quando penso nela. Eu a amei. Amei. Intensamente. Me culpo todos os dias por meus atos. Vaidoso fui, sem poder fui, e ainda sou. Que vontade tenho de voltar, recomeçar tudo. Do zero. Mas não posso. Mas continuo a te amar doce Mariana. Mas fique sabendo que conseguiu o que queria. Maltrata a mente de todos agora, inclusive a minha. Colocou rocha pesada, que levaremos até o fim de nossas vidas, por seu fim cruel. Mas ainda te amo. Patrick

A história ficou meio sem nexo...mas gosto disso.
Bjs

Um comentário:

  1. olá
    adorei seu blog
    estou te seguindo
    me visita?
    e segue...
    beijos

    http://rgqueen.blogspot.com/

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