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segunda-feira, maio 23, 2011

O fim do silêncio



Não me digam palavras ocas,
Perfuradas,
Ou irritadas.
O Brasil é isso:
Só dinheiro.
Pra quê Copa do Mundo
Se o país não progride?
Pra que Copa do Mudo
Se o país não tem ensino?
Dignidade se tornou indigno,
Conhecimento se tornou burrice,
Investimentos? Não existe.
Professor tornou-se escravo,
Presos por suas escolhas,
Salvador da Pátria,
Claro, se apoiassem.
Agora calem-se diante do protesto,
Porque o Brasil quer ensino
E professor, dignidade.

Parabéns Amanda Gurgel!
Todo o professor tem direito a ter respeito.

quarta-feira, maio 18, 2011

Comercializando mortos



Reflexos turbulentos,
Almas oprimidas,
Erva daninha,
Perigosa.
Não sejas tão cruel consigo,
Não se mate como agora.
Morrer não adiantará nada,
Pois vai ser lentamente,
Vagarosamente.
Comércio te quer na hora,
Não farás falta para ninguém.
Mas vão sentir do seu dinheiro,
Dinheiro é valioso, esqueceu?
A vida não dá frutos,
Nem vendas,
Se quer comércio.
Por isso que te querem consumido,
Alimentando essa ânsia,
De se matar lentamente.

segunda-feira, maio 16, 2011

Eu amo você



Eu te amo.
Foi tão difícil essa frase pronunciada,
Foi engasgada na garganta,
Seria impossível explicá-la.
Eu te amo.
Por ser o alguém que me quer bem,
Por ser o mundo encantador,
Por me dar uma flor.
Eu te amo.
Porque compreendo que sou feliz,
Ao seu lado tudo é simplificado,
Até os problemas.
Eu te amo.
Porque você me conquistou,
Aos poucos me levou,
A ganhar maturidade.
Eu te amo
Te amo
Amo.
Com todas as palavras
Dês da primeira até a última.
Pois sabe que é o único,
A me fazer feliz.

Complexos de amizade



Eu quero paciência
Minhas emoções são conflitantes,
Me descubro e redescubro o insano,
Meu insano.
Suspeito que as pessoas são insensíveis,
Pois quero suas amizades,
Mas não as tenho,
Pois minha vergonha me invade.
Não quero que ser livre,
Pois não sou e nunca vou ser.
Melhor me conformar com isso agora
Pois estou com raiva de você.
Tenho ódio, tenho amor,
Te procuro amor, mas você não corresponde.
Mas será que sabe o que me dissipa sangue?
Talvez eu esteja errada,
Como sempre.
Desistirei,
Agora mesmo.
Nesse exato momento.
Desisto de mim
De você,
Bela amiga nunca existente,
Mas ainda haverei de lutar contra mim,
Enquanto existir essa dor latente.

sábado, maio 14, 2011

Entre vulcões, Terra e Lua


Feche os olhos enquanto o temporal passe,
Nesse instante a minha mente está tão bagunçada.
Nesse outono eu preciso muito mais de você,
Do que de mim.

Paremos de brigar enquanto exista vida,
Abra agora os olhos e mostre o verde de seus olhos.
Não diga nada enquanto eu disser que preciso mais de você
Do que de mim.

De repente o mundo some,
Me torno uma criança em seus braços,
E te digo: Te dou a Lua!
Mas me dirás: Te darei minha Lua para você morar

Incompetência emocional



Não estou com raiva!
Copos, vasos, cadeiras
Resultado de minha bruta
Infantilidade.
Cabeça doendo,
Veias e artérias estufadas.
Palavras assassinas
Competem com sua paciência
Que me irrita...
Fechar os olhos não adianta,
Estaria vendo
Por dentro sua projeção.
Por fim me contento com o bar.
Copos, vasos, cadeiras,
Daqueles que no início
Me fizeram irritar.