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quarta-feira, novembro 02, 2011

Ms

Expulsei-me de mim mesma.
Estava constantemente amedrontada
Com as constantes almas que me circundavam
- querem meu sangue - latejei de medo.
Os fantasmas, almas, seja quais forem seus pronomes,
Gritavam meu nome.
Ignorei.
Ignorei como fiz com a vida,
Com minha sabedoria desenfreada e o respeito.
Por um instante, sinto meu coração desacelerar,
Sua carne quente e macia se endurecer abruptamente
Como fiz com os meus antigos amores.
Como fiz comigo mesma
Até me expulsar-me de mim mesma.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Destruição


Ignorem a verdade, o óbvio, a forma. Distorçam os fatos. Que joguem no lixo a riqueza que um humano pode produzir. Retirem, com essa forma cruel os olhos daquele que desenha. Que retire o seu ser, sua alma, sua forma. Que o mate lentamente como o tem mantido por séculos... Mas aquele que sente, chora, e finge, nunca se esquece daquele que lhe cortou o dom de transformar...

sábado, outubro 29, 2011

Fúnebre

Andreia sai de casa. Está com a mente levitando em algum lugar perdido, nem ela consegui decifrar. Encara pessoas."Porque estão me encarando" pensa, decifra, implora, grita. O sangue fica mais quente, ferve. Como as lembranças de algo que não sabe o significado. As almas dos perdidos vira sua sombra. Desmaia. Vai ao paraíso e a terra. Vê estrelas no chão e árvores no céu. Tudo gira, obscuridade em consciência humana. Dissipa sangue, medo. Criança perdida em colo de mãe. Acorda no escuro. Azul marinho. Entre lápides, barulhos e monstros se vê perdida. "Meu Deus" se apavora. Na verdade nunca acreditou em Deus, mas agora reza. A mente é pertubada. Anda metros, cai no precipício. Se salva de sua mente insana, agora adormecida com cheiro de sangue.

Flagra


A harmonia se expandiu modestamente quando ela olhou para trás. Menina, réplica de uma das deusas que ninguém mais lembra, de doçura incrível, mãos leves e punhos fortes. Mas é gélida, bruta, intocável... e perfeita. Te admiro da janela do quarto, enquanto o vento forte beija seu pálido rosto. Te vejo sem movimento, na inércia de um dia de chuva. Chega de retrocessos... te peguei no flagra! Ela não tem vida, ela tem alma... ela é uma estátua!

sábado, outubro 01, 2011

Olhar

Olhando para o céu
Olhando para as estrelas.
É noite de verão.
Me afogo na brisa límpida, clara,
translúcida água.
Me enxugo de aura bonita,
coisa de criança fingida,
De balão que sobe ao infinito,
até no ponto máximo estourar.
Mas continuo
Olhando para o céu
Olhando para mim,
Como nunca tinha me amado antes.

quinta-feira, julho 14, 2011

Agressão interior


Sabe quando bate aquela vontade louca de escrever? Quando ideias intactas estão na sua mente e não sai de forma alguma até que passe para o papel (ou blog,rs)? Bem, foi o que aconteceu hoje. Mas não sabia como fazer o final, nem o meio, muito menos o começo. Ai deu nisso, espero que gostem!

Mariana acordou assustada (gosto de Mariana, é pessoa dupla). Sonhou estar abandonada por todos, pelo mundo, e seus "animigos"(aquele amigo inimigo). Estava chovendo intensamente ás 7h. Levantou-se, não penteou os cabelos, na verdade nunca penteava. Escovou os dentes e tomou o café da manhã: bolacha água e sal. Nunca entendeu porque tinha que escovar os dentes antes das refeições, pois escovaria também depois. Era água desperdiçada junto com pasta de dente que deixava os dentes brancos. Era o que estava escrito no rótulo. Foi para a escola as 9h. (será que existe escola que a entrada de alunos é as 9h?)
Era sofredora.Um ser totalmente intelectual com todo amor para oferecer era desprezada por aparência. Não gostava de marcas, era excluída. Não gostava de modas, era excluída. Não gostava de maquiagem, era excluída. A exclusão é uma doença, uma hora você reconhece que precisa ser excluída, por meios que justificam seus fins. Como a gripe.
Lutou contra essa e outras doenças quase o começo de sua vida inteira. Não se prestava. Não deixava se prestar. E assim se isolava. Ficou corcunda com o tempo, pois apreciava o chão (era a fuga das pessoas, olhar para elas era como se estivesse vendo alguém a morrer). Se odiava, pensava em suicídio, ou talvez e homícidio. Porque não? Já estava na pior mesmo, a cadeia não seria tão maléfica como nas novelas das 8h.
Com dezoito se drogou, vinte matou, na verdade se matava aos poucos. Roubava. Gostava disso. Trauma de infância a deixou perversa, ainda mais com a chegada da adolescência. Roubava por gostar de tirar o maior patrimônio do ser humano, o material. A vítima não se importava em morrer, ou talvez se ficasse com sequelas pela vida inteira. Só não deixavam o orgulho escapar junto com a vaidade.
Assim vão passando os anos, e Mariana se torna a pessoa mais perversa do mundo, ou melhor, de sua cidade. As pessoas que as transformaram, conseguiram seu objetivo, ela concordou. Sem saber. Seu mundo era seu pesadelo, as pessoas eram os monstros, e ela, a mocinha. Nunca amou ninguém. Nunca ofereceu carinho. Nunca chorou. Mariana se tornou pedra, pedra difícil de quebrar. Se quebrasse, era pó.
Mariana Morreu esse ano. De cirrose. Dói-me o coração quando penso nela. Eu a amei. Amei. Intensamente. Me culpo todos os dias por meus atos. Vaidoso fui, sem poder fui, e ainda sou. Que vontade tenho de voltar, recomeçar tudo. Do zero. Mas não posso. Mas continuo a te amar doce Mariana. Mas fique sabendo que conseguiu o que queria. Maltrata a mente de todos agora, inclusive a minha. Colocou rocha pesada, que levaremos até o fim de nossas vidas, por seu fim cruel. Mas ainda te amo. Patrick

A história ficou meio sem nexo...mas gosto disso.
Bjs

segunda-feira, julho 11, 2011

Superfície



Hoje tentei mudar,
Juro que tentei mudar!
Acordei com pé esquerdo,
Arrumei a cama primeiro,
Antes de escovar os dentes.
Pintei o cabelo,
Cortei as malditas unhas roídas.
As pintei de verde.
Cherei uma rosa azul,
Tirei fotos de cabeça para baixo.
Dancei.
Ouvi discos do Roberto Carlos,
Xuxa e do Balão Mágico.
Pintei.
O céu, as estrelas,
O olho agora ficou azul,
Botei saia,
Usei vestido com botas.
Mas nada disso adiantou
Somente botei o disfarce,
Coloquei máscara e roupa desconfortável,
Mas não me reconheci.
"Aff".
Esquece,
Bote um "Ctrl+z"
Me programei errada.
Estava melhor do jeito que estava:
Feliz.

Delírios de cada dia qualquer



Completei as letras do alfabeto
Contei todas as probabilidades possíveis,
Fiz,
Me refiz.
E assim permaneço contando.

Completei meu tempo, meus segundos
Minutos.
Sem mim.
Me isolei,
Me fingi.
Mudei por mim.

Serei o belo improvável,
Não belo de beleza
Mas beleza do coração
Por sobriedade minha me isolei.

Fugi dos casos por querer
Ser feliz novamente
Talvez melhor que você.
Não serei a mesma,
Me afirmei
Serei uma outra
Qualquer
Que nasce a cada dia,
Contando números
Sem saber.

quinta-feira, junho 30, 2011

Tempo perdido, valor conquistado



Minha vida não foi simples,

Sou gente grande,

Muito vivida.

Criarei uma máquina,

Bem enorme,

Voltarei ao passado

Para arrumar minha história.

O simples pra mim não importava,

Nem via estrelas na madrugada.

Fiquei rico,

E também muito pobre,

Pois não tive amigos,

Nem sequer namorada.

Passou muito tempo,

Fui ficando sozinho,

Ficando abandonado.

Pensei comigo:

O que estou fazendo?

Deixando tudo de lado?

Agora já é tarde,

Arrependido estou.

Vejo estrelas e flores,

Aprendi a ser feliz e talvez até amar.

Agora vivo a achar solução,

Do tempo perdido,

Que eu aflito,

Deixei cair entre as mãos.

Mas uma coisa eu te peço,

Dê valor a qualquer gesto,

Por menor que seja.

É mais valioso do que aquele ouro,

Que achei no começo de minha história,

Caído sob areia.

segunda-feira, maio 23, 2011

O fim do silêncio



Não me digam palavras ocas,
Perfuradas,
Ou irritadas.
O Brasil é isso:
Só dinheiro.
Pra quê Copa do Mundo
Se o país não progride?
Pra que Copa do Mudo
Se o país não tem ensino?
Dignidade se tornou indigno,
Conhecimento se tornou burrice,
Investimentos? Não existe.
Professor tornou-se escravo,
Presos por suas escolhas,
Salvador da Pátria,
Claro, se apoiassem.
Agora calem-se diante do protesto,
Porque o Brasil quer ensino
E professor, dignidade.

Parabéns Amanda Gurgel!
Todo o professor tem direito a ter respeito.

quarta-feira, maio 18, 2011

Comercializando mortos



Reflexos turbulentos,
Almas oprimidas,
Erva daninha,
Perigosa.
Não sejas tão cruel consigo,
Não se mate como agora.
Morrer não adiantará nada,
Pois vai ser lentamente,
Vagarosamente.
Comércio te quer na hora,
Não farás falta para ninguém.
Mas vão sentir do seu dinheiro,
Dinheiro é valioso, esqueceu?
A vida não dá frutos,
Nem vendas,
Se quer comércio.
Por isso que te querem consumido,
Alimentando essa ânsia,
De se matar lentamente.

segunda-feira, maio 16, 2011

Eu amo você



Eu te amo.
Foi tão difícil essa frase pronunciada,
Foi engasgada na garganta,
Seria impossível explicá-la.
Eu te amo.
Por ser o alguém que me quer bem,
Por ser o mundo encantador,
Por me dar uma flor.
Eu te amo.
Porque compreendo que sou feliz,
Ao seu lado tudo é simplificado,
Até os problemas.
Eu te amo.
Porque você me conquistou,
Aos poucos me levou,
A ganhar maturidade.
Eu te amo
Te amo
Amo.
Com todas as palavras
Dês da primeira até a última.
Pois sabe que é o único,
A me fazer feliz.

Complexos de amizade



Eu quero paciência
Minhas emoções são conflitantes,
Me descubro e redescubro o insano,
Meu insano.
Suspeito que as pessoas são insensíveis,
Pois quero suas amizades,
Mas não as tenho,
Pois minha vergonha me invade.
Não quero que ser livre,
Pois não sou e nunca vou ser.
Melhor me conformar com isso agora
Pois estou com raiva de você.
Tenho ódio, tenho amor,
Te procuro amor, mas você não corresponde.
Mas será que sabe o que me dissipa sangue?
Talvez eu esteja errada,
Como sempre.
Desistirei,
Agora mesmo.
Nesse exato momento.
Desisto de mim
De você,
Bela amiga nunca existente,
Mas ainda haverei de lutar contra mim,
Enquanto existir essa dor latente.

sábado, maio 14, 2011

Entre vulcões, Terra e Lua


Feche os olhos enquanto o temporal passe,
Nesse instante a minha mente está tão bagunçada.
Nesse outono eu preciso muito mais de você,
Do que de mim.

Paremos de brigar enquanto exista vida,
Abra agora os olhos e mostre o verde de seus olhos.
Não diga nada enquanto eu disser que preciso mais de você
Do que de mim.

De repente o mundo some,
Me torno uma criança em seus braços,
E te digo: Te dou a Lua!
Mas me dirás: Te darei minha Lua para você morar

Incompetência emocional



Não estou com raiva!
Copos, vasos, cadeiras
Resultado de minha bruta
Infantilidade.
Cabeça doendo,
Veias e artérias estufadas.
Palavras assassinas
Competem com sua paciência
Que me irrita...
Fechar os olhos não adianta,
Estaria vendo
Por dentro sua projeção.
Por fim me contento com o bar.
Copos, vasos, cadeiras,
Daqueles que no início
Me fizeram irritar.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Delírios da realidade interior


Fechei os olhos, e mesmo assim o tempo não passou,
Se intactou, instalou nos arredores do meu quarto ainda obscuro,
E assim afundou...

Afogou minhas angústias, minhas paixões ainda de corte exposto,
Minhas incertezas que jamias serão absolutas,
E molhou meu edredom com o resultado do que foi decretado.

Fantasmas agora me visitam, entre eles comparecem meus delírios,
Não é droga, ou falta de comida, é meu universo atrás de meus olhos,
Que ninguém ousou comparecer.

Mas agora, com a dor delirante de meus pulmões, vai-se embora minha única esperança,
Acho que morrerei agora, pois o pássaro fugiu junto com o que me restava,
E assim juntamente com o meu sorriso, entro em um sono perdido, mais profundo do que a alma.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Uma pergunta leva a outra_umbigo em questão



O pai estava lendo o jornal pacientemente na cozinha. A criança com cara de anjo, com uma bíblia infantil na mão, vai exclarecer uma dúvida cruel que não lhe saia da cabeça á uma semana:
_Pai!
_O que foi Antônio?-pegou o filho no colo.
_Papai, Adão e Eva existiu de verdade?
_Sim meu querido, existiu.
_A professora disse que quando o bebê 'tá na barriga da mãe ele come pelo umbigo.
_É, na verdade a criança se alimenta do que a mãe comeu, aí os nutrientes vão para mãe e pro bebê.
_Li na história que Adão e Eva tiveram um monte de filhos, aí surgiu um monte de famílias, como a gente.
_Tá mais... o que tem a ver a professora com Adão e Eva?
_Como Adão e Eva tiveram bebê se ela não tinha umbigo?-o pai coçou a cabeça.
_Não tinha umbigo? Claro que tinha!
_Não pai, porque Eva nasceu da costela de Adão, ela não tinha mãe!
_Bem... olha, abre o livro, viu? Ela tinha umbigo!
_Mas isso aqui é pintura! Eu tô falando da Eva de verdade!
_Bem... foi Deus que colocou umbigo nela!
_Mas porque ele colocou umbigo nela se ela não precisava? Porque eu li na internet que umbigo é a cicatriz que o médico corta quando o bebê nasce. Mas ela não nasceu!
_Como ela não nasceu? Ela não teve bebê?
_Ela foi criada, pai, você leu a bíblia?
_Claro que li... porque você não vai conversar com Deus? Aí ele fala pra você!
_Ele vai falar comigo?-disse, dando pulos de alegria
_Concerteza!
_Tá! Obrigado pai!
O pai tentou voltar o raciocínio sobre o dólar no jornal, mas não conseguiu. O fechou, e ficou refletindo sobre o umbigo da Eva.
_Será que na internet fala se Eva teve umbigo?
Se levantou e foi direto ao computador da sala fazer a pesquisa, deixando o dólar de lado.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Insanidade bruta
















Então...
Que lhe arranque seus pulsos para evitar a vitalidade,
Que o deixe queimar,
Que interfira esse fogo adentro,
Somando com a dor,
Em sua matéria diminuir.
Que lhe tampe sua boca,
Interferindo em sua vontade
De libertar o espírito querendo a fuga.
Que o aprisione,
Que lhe finque do mais puro ácido que a faca pode conter,
Na carne que se rasga junto com o sangue aprisionado.
Que lhe tire a sanidade,
a vida,
A cor,
O contexto...
Que retire seu espírito imediatamente...
Mas saiba que um pedaço seu,
Morrerá com essa árvore.

Preserve a natureza,
A cada dia seu grito aumenta,
E sua saúde diminui..