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sábado, julho 31, 2010

Correção


Essa mísera mania de tentar a correção,
Me deixa transtornada por não obtê-la,
Isso é um fato meio improvável,
A perfeição não é o meu ponto forte.

É necessário tê-la quando a inconsciência permanece,
A razão é desnecessária, às vezes,
Essa culpa é o fantasma que me persegue,
Não tenho modos de como afastá-lo.

Me poupe de certezas absolutas,
De gestos totalmente corretos,
De certezas provadas cientificamente,

Somente me mostre o simples o belo,
O sábio, a felicidade, a cor,
Me mostre somente, como não ser automatizada por completo.

terça-feira, julho 27, 2010


Sou controlador do tempo
Sei do seu passado de seu presente
Do futuro
Me agrade quando estiver alegre
Sorria, somente sorria
Agradeça aos meus ponteiros,
Principalmente o menor,
Ele sabe muito bem qual o tempo de sua espera,
Reconheço sua perda,
Esse tempo que não volta...
Meus segundos estão fugindo,
De um em um,
Os minutos vão em grupos
E as horas,
Bem, as horas, reunem todos
Para fugir de mim,
Da mesma forma que o sol foge da lua,
E daquela pilha mandona,
Mas eu dependo dela,
Com o tempo elas acostumam
Novato é assim mesmo,
O tempo vai passando...
Aprenda somente a dar valor
Sou amigo
E seu pior inimigo
De ponteiros desencontrados,
O poderoso chefão.

sexta-feira, julho 16, 2010

Morte


Morte. Eu acho ela tão infeliz, tão "anti-social". A bendita não avisa ninguém. Pense bem, quando alguém nasce, a vida avisa para a mãe que avisa para todo mundo quando o novo feto irá surgir. E a morte? Ela gosta de brincar, gosta das reações das pessoas, por isso que é ela é formada nesse assunto. Nesses dias mostrou na TV um ator, famoso até, que viajou pelo mundo, estudou várias línguas, publicou livros e acabou morrendo atropelado por uma carroça. É de se inconformar o fato de que você passa a vida inteira, estudando, sofrendo, se conhecendo para acabar tudo num segundo com uma morte besta. Bem, é meio complicado...eu não entendo muito bem o sentido de viver. Você tem que disputar com milhões de irmãozinhos para chegar no útero. Estava 'numa bôa' na barriga da mãe, quando te expulsam de lá e ainda te dão um tapa. Quando criança tem que aprender um monte de coisa que nunca vai usar na sua vida e que vai esquecer quando voltar para casa. E ainda tem que decorar a bendita tabuada que vai ter que usar até, pra quem sabe, o dia de sua morte. Na adolescência tem que passar por várias situações embaraçosas, que é melhor eu não relatar (possivelmente você sabe, senão sabe irá descobrir, qualquer coisa consulte seu caderno de biologia) Você vira adulto e vai ser obrigado a "se matar" no trabalho, aprender a viver do dinheiro, e para as mulheres irá ter a sofrível gravidez. Mas isso irá acontecer, se claro, não ocorrer um imprevisto. Você poderá ter uma doença incurável, poderá ter paralisia ou câncer. Poderá sofrer de problemas respiratórios, cardíacos ou coisa parecida. Bem...resumindo, irá sofrer. Vai chegar a velhice e você vai envelhecendo aos poucos, se deteriorando, aparecendo um monte de outras doenças. E por fim irá ter a visita da magestosa morte.

Essa sequência da vida todos sabem que irão passar, com excessão daqueles que terão a visita adiantada do fim, mas todos tem essa conciência...então porque viver? Não seria mais fácil acabar com tudo de uma vez para conhecer os anjos, ou a outra dimensão, ou o nada, ou alguma coisa (porque nunca sabemos realmente como será a tal 'vida após a morte'). A resposta é simples: porque nascemos para viver! (óóóóóóóó) Sim, nascemos para passar por tudo o que o homem criou (mesmo que, infelismente, essas criações irão por fim a vida e a morte não irá precisar mais trabalhar) para nos conhecer, para sentir e desejar. A vida tem sim um propósito e a morte também. Mas isso não é importante, não podemos ter todo o conhecimento do mundo, pois somos insignificantes contra a morte e a vida. Mas o importante de tudo é viver, e acreditar, antes que a dona morte te faça uma visita cordial e única.

Único


Todos somos especiais por um único motivo: somos únicos. Cópias de você não vão existir, mas claro, se você for se clonar...para a sua felicidade (ou infelicidade) ainda vai se tornar único. Deixe de tentar ser os outros...por experiência própria digo que não vai adiantar nada, não mudará nada. Deixe de ler revistas de beleza, porque, pelamor...são todas fotoshopadas. Mas se preferir se desvincular da realidade, é uma opção sua, é bem idiota, mas não deixa de ser uma opção. Olhe diariamente para o espelho, e agradeça á Deus pelos seus olhos, sua boca, seus cabelos enrolados, lisos, ou chapinhados. Muitas pessoas queriam ver como você, queriam sorrir, ou simplismente respirar do geito que respira. Aceite-se. Aceite suas manias, seu corpo, seu geito, seu timbre de voz, sua vida. Isso aqui pode ser um texto de auto-ajuda ou qualquer coisa que quiser, só quero não leve como brincadeira a sua vida, foi o maior presente que Papai do Céu te deu, por isso, não desperdice como muitos fazem. Se tudo o que escrevi deu certo, depois me ensine. Necessito de auto-valorização, como qualquer outro ser humano.

quarta-feira, julho 14, 2010

Maria era uma bela mulher, de traços suaves, de sorriso franco mostrando sempre seus dentes brancos, e uma alma encantadora. Viveu muito bem sua infância e aproveitou sua adolescência com cuidado e alegria.
Quando mais adulta casou-se com Sérgio, um homem muito bonito e bem apessuado. Ele a amava, mas ela nem tanto. Teve um filho com ele que herdou seus olhos e o sorriso da mãe. Ela era cercada de cuidados, tinha a vida de princesa, a vida que qualquer mulher queria, mas ela não quis.
Ao completar 25 anos, conheceu um rapaz nem tão bonito e elegante que Sérgio. Foi paixão. Fugiu com Almir, e deixou a criança com o pai, não queria ter a lembrança de seu antigo marido. Foi morar em uma casa de dois cômodos e sem banheiro e só uma janela. Nessa janela passava seu tempo a admirar as pessoas e o local destruído em que agora vivia. Experimentou drogas, aprendeu a usar armas com o seu novo marido. Teve cinco filhos, e agora trabalha de doméstica para sustentar Almir.
Almir foi assassinado por traficantes quando ela estava na espera do sexto filho. Ela começou a trabalhar em dois empregos. Os filhos cresceram e ela não precisava mais trabalhar, se aposentou e hoje somente espera a sua hora chegar. Hoje ela se arrepende de suas escolhas e de principalmente ter deixado seu filho. Pode passar na Avenida Solidão, nº 13, para comprovar com os seus olhos que arrependimento não mata, mas destrói a pessoa aos poucos.

Pai, tem uma barata no meu quarto!



_Alô!
_Pai, tem uma barata no meu quato!
_Hãm...e daí?
_Mata ela...
_Matar a barata? Minha filha, agora papai está trabalhando...
_Mas e a barata?
_Porque você mesma não mata?
_Como é que mata barata, papai?
_Você paga o chinelo e bate nela.
_E se ela voar em mim e me morder?
_Ela não vai te morder, ela não tem dente.
_Você já viu papai? Como é que você conseguiu abrir a boca dela?
_Eu não abri.
_Então como você sabe?
_Porque papai aprendeu isso na escola.
_Você já foi na escola?
_Você não quer saber como mata barata?
_Quero!
_Então faz o que te falei!
_Eu não sei não...tô com medo papai!
_Cadê a sua mãe?
_Saiu...
_Cadê a sua irmã?
_Também saiu...só têm eu e a barata...papai! Você tá aí?
_Estou sim...papai precisa trabalhar!
_Papai, a barata 'tá me encarando! Tô com medo! E se ela virar um dinossauro?
_Virar dinossauro?
_É, no filme mostrou...ela engole criança...
_Não! Não chora! Papai vai te ajudar tudo bem? Papai vai aí matar a batara pra você!
_Você vai vim? E como você vai trabalhar?
_Depois papai volta.
_Mas você falou que tinha que trabalhar...
_Você não quer que eu mate a barata?
_Quero!
_Então eu vou matar a barata pra você!
_Tá bom. Tchau papai!
_Tchau.
No quarto da criança:
_Papai! Ainda bem que você chegou!
_Que bagunça é essa?
_Eu tentei achar o chinelo...não consegui...então eu taquei o que consegui achar...
_O aquário?
_Pra ela morrer afogada...
_Os travisseiros?
_Pra ela morrer sufocada...
_As panelas? Meu Deus...
_Bom...ela não queria morrer...
_Cadê ela?
_Tá alí ó!
_Hahahaha!
_Que foi? Para de dá risada!
_Aquilo não é uma barata!
_Não? Então o que é?
_É a espuma do seu travisseiro!
_Aaaa....tô perdida! Preferia que fosse a barata.

segunda-feira, julho 12, 2010


Para desenhistas: um textinho que criei...


Faço pirataria.
Pirataria que necessito diariamente.
Roubo expressões e linhas,
Dimensões e lugares,
E reconstruo.
Do meu modo, do meu geito, sob meu domínio.
Faço cópias.
Cópias perfeitas, ou imperfeitas, maleáveis.
Coloridas e preto-e-branco, encima de um papel
Amarelado ou rabiscado propositalmente.
Minhas cópias não precisam de textos,
Nem de instruções de revistas baratas,
Ou qualquer coisa parecida.
Precisa de lápis preto, papel branco e de
Minha visão, é o principal.
Onde exponho no papel meu pensamento,
Minhas sombras projetadas,
Uma cara feia ou um sorriso franco, o ser humano.
Minha pirataria é tudo,
É alguém que não seja eu.
Minhas cópias é tudo o que faço de melhor,
Que eu mesma construi,
Pertence a uma parte de mim, uma parte,
Vivo de pirataria, vivo de cópias.
Vivo á desenhar!

Conselho de amigo




Uma criança de aproximadamente nove anos, foi deixada pela mãe na casa de seu colega. A mãe de seu amigo, grávida de oito mêses o convidou a entrar e assim foi brincar com seu colega. Mas o menino estava muito preocupado, olhava sempre para sua barriga mas não dizia nada. A mulher com interesses de saber o que estava se passando na cabeça daquela criança o chamou.
_Por quê você está assim?_ele olhou novamente para sua barriga.
_Hum, queria saber...como ele...ou ela...foi parar aí dentro._um arrepiu percorreu a sua espinha, como iria dizer para ele?
_Bom...hãm...o meu marido pegou uma sementinha e..._mas o garoto interrompeu.
_Eu quero saber...a verdade!
_A verdade?-ele acenou com a cabeça.
_Bom...eu não posso te falar, você é meio...novinho pra isso!
_Eu sei a verdade sabia? Tive que pesquisar os livros da mamãe pra saber.
_Você sabe de tudo...mesmo?
_Sei, mas não entendo porque vocês não falam a verdade, isso me entristece sabia?
_Pensamos assim para o bem de vocês._disse olhando para o filho brincando com carrinhos.
_E o futuro de seus filhos? Vão ter que aprender com os coleguinhas ou com pessoas estranhas?
_Bem...de um certo modo...é verdade o que diz.
_Só tenho dó de seu novo filhinho_disse olhando novamente para a barriga.
_Porque?_olhou no fundo dos olhos daquela mãe.
_Vai depender dos outros pra viver. E assim o futuro a Deus pertencerá.
Os olhos da mãe lacrimejaram, um abraço o garoto ofereceu depois voltou a brincar com o seu colega de carrinho.


abrçs a todos

Bj:*

Espetáculo da vida



Uma amiga um dia me disse que sua vida parece um filme de drama. Achei seu comentário bem interessante. Drama. Porém não existe somente drama, existe comédia, terror, suspense entre outros genêros. E esses gêneros são baseados na realidade, não? Então concluindo, a nossa vida, como segundo Charlie Chaplin é um teatro! Caraca, descobri tudo isso sozinha! Mas voltando no assunto anterior, é importante colocar em evidência que nós somos o diretor de nosso espetáculo. Não somos um mero personagem que apareceu somente uma vez para dizer uma mera palavra insignificante. Fazemos o texto inteiro, quer dizer, o roteiro inteiro: definimos quem é o personagem principal, o secundário, o antagonista. Fazemos as ações do personagem principal nesse espetáculo, até ter ir ao fim . E contanto o gênero, você vai viver todos eles queira ou não queira. Aquela pessoa assustadora que você viu na noite anterior rondando a rua, aquela é de terror. Ou aquele cachorro que você amava além da conta envelheceu e partiu para um lugar melhor, bem, isso é de drama. Aquele mico que você pagou no mês retrasado quando teve que se vestir de mulher (ou de homem) é bem da cara da comédia. Por isso não esquente que gênero irá usar para sua vida, o tipo você não escolhe, aparecerá automaticamente quando você menos espera. Só aprenda a fazer as escolhas certas, lembre-se que não são todos os espetáculos que acabam com final feliz e tome cuidado com os vilões, eles não gostam que ninguém se dê bem. Só você pode decidir o caminho certo a tomar, porque a peça não depende de mais ninguém além de você.

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charlie Chaplin


Transtorno musical

Música
Algo tão necessário para a vida, para o ser,
é alma consciente,
Felicidade constante,
Ou choro ardente.
Música
Reflexo de atos, de escolhas, do saber
Palavras combinatórias
Sequência de escolhas
Rimas sem escolher.
Música
seis letras como sentir,
Parente de dançar,
Amigo do chorar
Ato de estar alegre.
Música
Trilha sonora da vida
Da infância a velhice
Só assim se pode relembrar
Sem memorizar.
Música
Fala, gesto, dança, swing,
Existe dentro de cada ser humano
Ser humano vindo de música
É aquele que vive á sonhar...

domingo, julho 11, 2010

A procura


Estou a procura de algo,
Talves a procura da menina do espelho,
Aquela que vi crescer,
Depois de muitos anos.
Essa pessoa no físico evolui,
Mas e em sua mente?
A criança cresceu,
Desapareceu,
Mas na alma permanece.

Estou a sua procura,
Devo encontra-la muito rápido,
Só assim me alivia,
O que sinto aqui no peito.

Aflição? Talves
Agonia? Talves
Tristeza? Talves
A felicidade? Concerteza

Vivo a procura-la,
para ter a certeza de que ainda a possuo...
A menina que sempre fui,
E que sempre serei.
Até aonde meus dias durarem.




Se pudesse voltar ao passado...
Talvez não seria eu, seria outra em meu lugar. Faria amizade com pessoas erradas, as que eu achava ser certas. Amaria pessoas delinqüentes e infelizes, incapazes de se auto-conhecer. Não conseguiria me auto-conhecer. Faria as escolhas erradas, iria para os piores locais, as piores avenidas e praças. Seria outra qualquer, seguindo pessoas estranhas, sem rumo, sem vida. Seria igual a qualquer um, não teria identidade ímpar. Seria superficial, agiria por impulso e seria repugnante. Não saberia amar quem me criou, não saberia amar. Seria avulsa, quebrada e oca. Não saberia quem era Renato Russo nem Paulo Coelho, muito menos Michael Jackson. Não choraria, nem ao menos iria rir, pois não teria sentimento. A rebeldia seria minha amiga, a adrenalina minha irmã e a solidão minha família...
Prefiro ficar com meu futuro, muito obrigada!

Um dia de azar_A maldição do sofá


Havia uma semana que eu estava esperando um filme inédito no meu canal favorito. Mas o bendito filme não apareceu. A minha alegria se desmanchou, pro espelho olhei e obtive a confirmação: eu estava com raiva! Levantei do sofá cor de cereja e fui desligar a TV: bati o dedo do pé mindinho bem no banco, perto do sofá. Berrei o mais alto que pude, pelo menos tive a idéia do que eu iria enfrentar em meu primeiro dia de folga depois de dois anos trabalhando.
Decidi dormir. Nada melhor que fechar os olhos e deitar em minha cama confortável. Bom, pelo menos tentei. O meu vizinho roqueiro, alucinado adolescente tocava, ou melhor, fazia aquele barulho que tremia as minhas janelas de vidro. Odiei aquele pivete com aquela música barulhenta sem sentido algum, odiei aquela sua guitarra, seria capaz de fazer ele a engolir e ainda sem reclamar! Fiz questão de ir à casa de dona Agustina e reclamar de seu filho. Tinha gente querendo dormir. Fui a sua casa, me atendeu gentilmente, fiz minha reclamação e ainda levei um sermão: “Isso é horas de dormir? O meu filho precisa ensaiar pro seu show!” Ela não devia ter falado isso. Tive a impressão de me transformar em uma panela de pressão ao ponto de explodir. Então também reclamei, falei de seu filho, falei de seu marido, do cachorro que chora toda noite, daqueles passarinhos barulhentos e da TV no último volume. Fui expulsa de sua casa, mas a barulheira parou.
Voltei na minha casa, fiz água com açúcar e tomei tremendo, o dia não estava no dos melhores. Fui para o banheiro tomar banho para esfriar a cabeça, porém só teve motivo para esquentar ainda mais. A água ficou congelada quando estava terminando o banho! Eu tive que tirar a espuma no gelo mesmo. Me empacotei de roupa porque é inverno, não queria pelo menos pegar uma gripe. Nessa hora meu celular toca e achei melhor atender. “Alô!” Ouvi uma mulher berrando, acho que aquilo foi um choro. ”Amiga, eu preciso tanto de sua ajuda!” Voltou a chorar, não era única que estava sofrendo. ”Mas tem que ser hoje?” Eu estava ríspida o bastante de não me emocionar com nada naquele momento. ”Ai, obrigada amiga, dentro de meia hora eu chego aí” E desligou. Não tive nenhuma reação, nenhuma emoção, ou qualquer tipo de coisa parecida. Eu só estava com raiva.
Vinte minutos depois a campainha é tocada e respirei fundo,a convidei a entrar. Eu tinha que me controlar. “Amiga! Você não sabe o que aconteceu, Fabrício terminou comigo!” Respirei novamente mais fundo e deitei no meu sofá que me deu azar dês do começo do dia. Não conseguia prestar atenção no que falava. Eu não queria. Um “aham”, “é verdade”, ”concerteza” era o suficiente. Por um momento imaginei pegando uma panela de pressão e a amassando em sua cabeça, ou talvez enfiando seu crânio dentro da TV. Vontade não faltou. Estava viajando com a minha imaginação terrorista, quando minha amiga me chama, transformando a imagem em fumaça: “o que você acha?”. Ouvi os grilos, olhei para o relógio. Eram 8h, e nem tinha notado, a maldição do sofá já estava prestes a acabar. “Eu acho legal.” Estava com medo de minha resposta “Então eu devo ir?” “Acho que sim.” Seus olhos começaram a lacrimejar. ”Mas ele me traiu!” A ficha caiu na hora, a panela de pressão voltou a funcionar. ”Quer voltar com ele sendo que ele... te traiu?”Eu estava com raiva, e o aceno em sua cabeça me fez enlouquecer. Literalmente. Comecei a falar, ou estava gritando? Não importa. Falei o quanto era tonta e incapacitada de se auto-valorizar. Falei de seu namorado galinha, falei de sua infantilidade, de minha intolerância, de minha raiva, da minha panela de pressão e do maldito sofá. Falei que deveria estar dormindo nessa hora ao invés de ficar ouvindo suas inúteis lamentações e falei especialmente do tanto de gente que está passando fome enquanto ela chora pelo imprestável de seu namorado. Acabei de passar minha lista de broncas e fiquei com muito medo de sua reação. Ela olhou pra mim, pro chão, pra mim, pro chão, pro sofá... E me agradeceu sorrindo, depois partiu. Eu tinha ajudado? Não soube, mas pelo menos alguém estava feliz.
Olhei para meu relógio: 11h. Não pensei em mais nada a não ser em minha cama. Fui para meu quarto apaguei as luzes e deitei. Minhas únicas palavras foram:” Ainda bem que acabou minha folga, não vejo a hora de poder trabalhar amanhã”.

Inauguração



É meio complicado fazer a primeira postagem, não tenho a mínima noção do que falar, ou melhor,do que escrever. Fiz esse blog com o intuito de expor ideias e meu cotidiano...Sobre um pouco de meus textos e de tudo que tenho na cabeça:D
Espero que gostem!